"Você o chama de pai, muitos filhos de meu herói, meu guru, meu artista, meu rumo certo.
Ele que, transbordando de alegria, quando um filho nasce, abre a janela do tempo, porque naquele instante, só quer que o ar, o vento, as flores e tudo o mais que Deus colocou nesse universo seja para o seu recém-nascido. E, cuidadosamente, ocupa-se de seu rebento. Passa-se ser até uma mãe. Assume muitas vezes, a troca das fraldas, o preparo da mamadeira e fica a velar o seu sono, em incontáveis noite, privando-se do seu quando pressente que o pequenino pode acordar chorando ou sentindo dor.
Ainda criança, é o companheiro das brincadeiras. E, quando estas são de competições, joga sério, para que um ou outro ganhe, mostrando que na vida ganha-se ou perde-se. O importante é recomeçar.
De repente seus filhos crescem. Chega-se ao momento de compartilhar com os adolescentes as experiências que um homem íntegro e correto acumulou na vida, pois nenhuma escola ou faculdade lhe deu os conhecimentos morais e humanos que possa transmiti-los para eles.
Galgundo, assim, os caminhos do mundo estes filhos, ora tropeçando, é verdade, levantam-se após um tombo que muitas vezes acontece, e lá está ele por perto: 'Coragem filho! Confie em mim!'
É, então, pelo carinho que eles se tornam fortes ao aprenderem os gestos e as cores do amor, para que um dia, se precisarem, ter na manga da camisa as cartas que usarão na hora 'H'.
Se hoje o homenageamos no Dia dos Pais, devemos colocar no calendário de nossa imaginação trezentos e sessenta e cinco dias para homenageá-lo como ele merece.
Célia Jacarandá "